Fui ao cinema, com o mestre Ui, ver o Ilha do Medo. Achei o filme bem interessante. O motivo? Ahm... O filme gira em torno de alguns mistérios, que são muito bem explorados pelo diretor. Existe uso de CG, mas não exageradamente, como é o caso da maioria dos filmes atuais. Ouvi muita gente de mimimi, falando "ahm... esperava mais de um filme do Scorsese". Eu digo: "Depois de todos os filmes de máfia que ele fez, e depois de transformar atores pirulito em bons atores, eu não espero mais nada dele". Em todo caso, esse filme vale à pena.
Ah! E para aqueles que ficaram de mimimi, pois "o filme anda, roda, roda, e no final é só aquilo?". É, Manolo, isso é o SUSPENSE. Não gostou, vai ver Percy Jackson...
Abaixo seguem minhas considerações sobre o filme:
WARNING SPOILER DETECTED
Coisas que impedem o Andrew de ser Teddy
1) Andrew chegou à ilha, acompanhado pelo doutor novo, mas era tudo uma encenação.
2) Ao pisar na ilha, policiais ARMADOS e TENSOS, estão esperando por eles. Se fosse o caso de uma mulher ter fugido, eles não estariam armados e tensos, pois a mulher não era tão perigosa.
3) Antes de entrar no local, as armas dos policiais são retiradas. Chuck, que na verdade é um doutor, apresenta dificuldades para retirar o coldre da arma. Ora, ele falou que era policial a pelo menos 4 anos. Não deveria ele saber retirar o coldre sem dificuldades?
4) Um paciente, que limpava folhas, e uma paciente queimada, falam com Andrew como se já os conhecesse. O homem acena como se cumprimenta um conhecido. A mulher faz um sinal, para que ele não faça muito barulho.
5) Andrew e Chuck saem numa busca, mas nenhum dos policiais se esforça para achar a mulher. Eles sabem que não existe mulher e que não precisam procurar.
6) Andrew volta para o prédio, conhece o Doutor mais velho, o acesso as fichas dos pacientes lhe é negado, mesmo ele sendo um policial federal. UM POLICIAL FEDERAL! Além disso, ele apresenta um comportamento agressivo, pois a continuidade da fantasia estaria comprometida.
7) Ele apresenta dores de cabeça e fotossensibilidade. Antes, ele já havia sido medicado pelo Doutor Careca, que desde o início da trama age como já o conhecesse.
8) Na hora que Andrew busca informações sobre a mulher desaparecida, as enfermeiras e os funcionários, que estão a participar da encenação, estão distraídos e brincalhões. Nenhum parece estar levando aquilo a sério.
9) A mulher, paciente ou atriz, escreve "RUN" no papel. Estava avisando a ele, que seria lobotomizado caso o experimento desse errado. Ela fica constrangida de falar do Doutor Novo na frente de Chuck, pois ele é o Doutor Novo.
10) O sujeito que ele encontra numa cela, na ala C, na verdade, DEVE SER UMA ILUSÃO. Assim como a MÉDICA VELHA. O sujeito fala da mulher dele e fala do incendiário. Se ele não for uma ilusão, pois é citado pelo Doutor Careca, ele conhecia o Andrew e era amigo dele, participando das suas fantasias lunáticas.
11) O policial que levou Andrew de volta ao prédio, logo depois dele falar com a MÉDICA VELHA, disse "EU te conheço há séculos e séculos..." Evidencias de que ele falava de um paciente, que estava lá por 2 anos.
Por fim, Andrew era um policial federal, que após chegar em casa, depois de um dia de trabalho, foi surpreendido pela cena mais brutal da sua vida: A SUA MULHER AFOGOU SEUS TRÊS FILHOS NAQUELE LAGO SUJO. Andrew pirou foda, e mesmo amando "so much" a sua mulher, meteu uma bala foda na barriga dela. Ela morreu, os filhos morreram e ele se culpou. Se culpou, pois não havia dado ouvidos à mulher, que lhe falará "tem um inseto que anda pelo meu cérebro, eu posso senti-lo puxar as minhas fibras nervosas, só por diversão". Se culpou, pois a sua pequena filha, sua preferida talvez, foi morta pela mãe, esperando que o pai voltasse e conseguisse retira-la daquele terrível pesadelo. Andrew ficou psicótico, desenvolveu outra personalidade, uma onde ele era bom, um herói. Mas, essa personalidade não era totalmente dissociada da sua real personalidade. Os lapsos de memória real que Andrew tem em suas visões são a culpa. É a sua filha, congelada, afogada ou ensangüentada. É a sua mulher, sangrando, molhada ou chamuscada. Quando ele fala: "Ela morreu no incêndio, mas não pelo fogo, foi PELA FUMAÇA", ele estaria querendo o que? Se safar da culpa de não ter ajudado a mulher, ou simplesmente, ser menos brutal ao descrever uma morte fictícia para a sua amada esposa?
Quando a encenação é finalizada, Andrew cai em si. Cigarros, água, comida e drogas psicotrópicas? Tudo invenção dele! Provavelmente, ele tinha que tomar alguns medicamentos, para controlar a sua agressividade. O Doutor Careca disse: "Você é o nosso paciente mais perigoso! Treinado, violento, agressivo...". Realmente, a tremedeira, as dores de cabeça, e todos os outros sintomas poderiam ser reflexos da abstinência aos medicamentos pesados que ele tomava. Chuck, o parceiro policial que não sabia manipular uma arma. Ele se importava com os pacientes. Quando Andrew quase matava um deles, ele ajudou o paciente e o levou ate a enfermaria. Ele era apenas o Doutor Novo, o cara que estava ajudando o Doutor Careca e que era de Portland, não Seatle.
A cena final, Andrew está conformado. Ele sabe que é um assassino, e sente-se culpado pela morte de sua família. Ele resolve fingir que perdeu a sanidade novamente, mas não sem revelar isso ao Doutor Novo, "é melhor viver como um monstro ou morrer como um herói?", ele pergunta. Depois disso, o filme dá a entender que Andrew foi lobotomizado e, provavelmente, virou um zumbi. Todas as lembranças do passado, que não deixavam Andrew viver se foram. Agora ele era um zumbi - um monstro vivo (não ajudou a mulher e nem os filhos) - e era também um herói, pois como Teddy resolveu se sacrificar e punir o autor dos crimes contra a sua família, ele mesmo.
1) Andrew chegou à ilha, acompanhado pelo doutor novo, mas era tudo uma encenação.
2) Ao pisar na ilha, policiais ARMADOS e TENSOS, estão esperando por eles. Se fosse o caso de uma mulher ter fugido, eles não estariam armados e tensos, pois a mulher não era tão perigosa.
3) Antes de entrar no local, as armas dos policiais são retiradas. Chuck, que na verdade é um doutor, apresenta dificuldades para retirar o coldre da arma. Ora, ele falou que era policial a pelo menos 4 anos. Não deveria ele saber retirar o coldre sem dificuldades?
4) Um paciente, que limpava folhas, e uma paciente queimada, falam com Andrew como se já os conhecesse. O homem acena como se cumprimenta um conhecido. A mulher faz um sinal, para que ele não faça muito barulho.
5) Andrew e Chuck saem numa busca, mas nenhum dos policiais se esforça para achar a mulher. Eles sabem que não existe mulher e que não precisam procurar.
6) Andrew volta para o prédio, conhece o Doutor mais velho, o acesso as fichas dos pacientes lhe é negado, mesmo ele sendo um policial federal. UM POLICIAL FEDERAL! Além disso, ele apresenta um comportamento agressivo, pois a continuidade da fantasia estaria comprometida.
7) Ele apresenta dores de cabeça e fotossensibilidade. Antes, ele já havia sido medicado pelo Doutor Careca, que desde o início da trama age como já o conhecesse.
8) Na hora que Andrew busca informações sobre a mulher desaparecida, as enfermeiras e os funcionários, que estão a participar da encenação, estão distraídos e brincalhões. Nenhum parece estar levando aquilo a sério.
9) A mulher, paciente ou atriz, escreve "RUN" no papel. Estava avisando a ele, que seria lobotomizado caso o experimento desse errado. Ela fica constrangida de falar do Doutor Novo na frente de Chuck, pois ele é o Doutor Novo.
10) O sujeito que ele encontra numa cela, na ala C, na verdade, DEVE SER UMA ILUSÃO. Assim como a MÉDICA VELHA. O sujeito fala da mulher dele e fala do incendiário. Se ele não for uma ilusão, pois é citado pelo Doutor Careca, ele conhecia o Andrew e era amigo dele, participando das suas fantasias lunáticas.
11) O policial que levou Andrew de volta ao prédio, logo depois dele falar com a MÉDICA VELHA, disse "EU te conheço há séculos e séculos..." Evidencias de que ele falava de um paciente, que estava lá por 2 anos.
Por fim, Andrew era um policial federal, que após chegar em casa, depois de um dia de trabalho, foi surpreendido pela cena mais brutal da sua vida: A SUA MULHER AFOGOU SEUS TRÊS FILHOS NAQUELE LAGO SUJO. Andrew pirou foda, e mesmo amando "so much" a sua mulher, meteu uma bala foda na barriga dela. Ela morreu, os filhos morreram e ele se culpou. Se culpou, pois não havia dado ouvidos à mulher, que lhe falará "tem um inseto que anda pelo meu cérebro, eu posso senti-lo puxar as minhas fibras nervosas, só por diversão". Se culpou, pois a sua pequena filha, sua preferida talvez, foi morta pela mãe, esperando que o pai voltasse e conseguisse retira-la daquele terrível pesadelo. Andrew ficou psicótico, desenvolveu outra personalidade, uma onde ele era bom, um herói. Mas, essa personalidade não era totalmente dissociada da sua real personalidade. Os lapsos de memória real que Andrew tem em suas visões são a culpa. É a sua filha, congelada, afogada ou ensangüentada. É a sua mulher, sangrando, molhada ou chamuscada. Quando ele fala: "Ela morreu no incêndio, mas não pelo fogo, foi PELA FUMAÇA", ele estaria querendo o que? Se safar da culpa de não ter ajudado a mulher, ou simplesmente, ser menos brutal ao descrever uma morte fictícia para a sua amada esposa?
Quando a encenação é finalizada, Andrew cai em si. Cigarros, água, comida e drogas psicotrópicas? Tudo invenção dele! Provavelmente, ele tinha que tomar alguns medicamentos, para controlar a sua agressividade. O Doutor Careca disse: "Você é o nosso paciente mais perigoso! Treinado, violento, agressivo...". Realmente, a tremedeira, as dores de cabeça, e todos os outros sintomas poderiam ser reflexos da abstinência aos medicamentos pesados que ele tomava. Chuck, o parceiro policial que não sabia manipular uma arma. Ele se importava com os pacientes. Quando Andrew quase matava um deles, ele ajudou o paciente e o levou ate a enfermaria. Ele era apenas o Doutor Novo, o cara que estava ajudando o Doutor Careca e que era de Portland, não Seatle.
A cena final, Andrew está conformado. Ele sabe que é um assassino, e sente-se culpado pela morte de sua família. Ele resolve fingir que perdeu a sanidade novamente, mas não sem revelar isso ao Doutor Novo, "é melhor viver como um monstro ou morrer como um herói?", ele pergunta. Depois disso, o filme dá a entender que Andrew foi lobotomizado e, provavelmente, virou um zumbi. Todas as lembranças do passado, que não deixavam Andrew viver se foram. Agora ele era um zumbi - um monstro vivo (não ajudou a mulher e nem os filhos) - e era também um herói, pois como Teddy resolveu se sacrificar e punir o autor dos crimes contra a sua família, ele mesmo.

2 comentários:
O filme é true mesmo.
No final você ainda fica com a leve dúvida de qual das realidades é a certa. Tava sentido falta de um filme com roteiro que não é só clichê.
É bem isso aí. =)
Agora, teve nego reclamando! Dizendo o filme não é "Ilha do Medo", "Di Caprio não é De Niro", "mimimi, eu sou um emo...". Eu achei o filme muito bom, acima da média, na verdade. E quem não gostou vai ver Ilha do Medo!
\:D
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