Hoje, quando desci para almoçar
perguntei-me o porquê dessa angustia
E nem deu tempo de refletir,
alguém, na rua, falou mais alto que pensamento:
"Você tem que gostar de você para poder gostar de alguém..."
Hoje, quando cheguei à frente do trabalho,
comprei um picolé de amendoim
e nem deu tempo de terminar,
você já entrou na minha cabeça, através de lembranças:
E como era tudo antes? Era tudo doce? Era?
E ali, com nossa relação nas mãos,
vi o como o amor superficialmente derrete
à mercê dos fatos da vida
e o que a gente faz, com esse gosto de casca na boca?
Ora, não foi mesmo ela que disse:
"O doce só existe para nos livrar do amargor da vida"?
Pois então, eu estou me sentindo razoável...
Quero que você segure a outra ponta do palito,
com a boca, para ficar mais fácil sentir – suavemente -
que o doce de nós dois, sempre esteve lá.

4 comentários:
ok, isso não me deprimiu...
nem foi tão melancólico assim...(falo sério!)
Acho que você não fez esse texto para deprimir ninguém... o que você ganharia com isso?
Gostei muito, me vi em alguns momentos no "ela", mas eu espero realmente que isso seja positivo. Te amo!
Exatamente o que eu disse, caro colega FRED! Você não me deprimiu...um texto belíssimo...digno de um grande amor...Um abraço!
Que bom que você também gostou do texto Maytê. Abraço!
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